Mártires.

Uma hora você entende que as coisas não foram feitas para ser da sua maneira, mas da maneira que elas tem que ser e ponto final.
Mesmo quando parece certo.
Mesmo quando você não vê outra saída, e não sabe como lidar.
E você é obrigada a aceitar que o curso da vida é esse… Que algumas pessoas se dão bem, e outras nem tanto.

Às vezes, essa compreensão rasga suas entranhas, dilacera seu cérebro e só o que sobra é uma casca, oca e frágil, cobrindo um corpo que é pútrido há muito tempo, e está apenas esperando o tempo passar, apenas cumprindo sua sentença nesse lugar sujo e cheio de dor.

Eu acho injusto o universo agir desta maneira.
Eu acho injusto que eu não posso ser feliz, mesmo sem entender, de fato, o que é ou se realmente existe felicidade.
Eu acho injusto que todas as minhas esperanças sejam, ao mesmo tempo, a minha ruína. E que eu nunca vou ser capaz de compreender.
Eu acho injusto ser assim, tão deficiente, a ponto de não conseguir te ajudar.

 

Mas, de qualquer forma, quem é que liga pra justiça nesse inferno de mártires?